Variação brusca das temperaturas afetou a imunidades dos animais e deixou-os vulneráveis ao parasita.
Centenas de peixes estão a morrer no rio Rabaçal, em Vinhais, uma situação considerada inédita pelas autoridades, que atribuem a mortandade a uma conjugação de fatores, com destaque para as variações climáticas deste inverno.
As variações bruscas da temperatura, que atingiu os 12 graus negativos naquela zona do Nordeste Transmontano, em fevereiro, e subiu, repentinamente, para valores positivos superiores, proporcionou o desenvolvimento e ataque de uma parasita identificado como causador da morte dos peixes.
A câmara de Vinhais iniciou na terça-feira uma operação de recolha dos animais mortos e moribundos, junto à mini-hídrica de Rebordelo, que ficou reduzida a alguns baldes, apesar de a instituição garantir que, na última semana, morreram centenas de peixes.
O presidente da Câmara, Américo Pereira, defende que a mini-hídrica explorada pela EDP tem responsabilidade no problema, por potencial uma maior estagnação das águas, agravada pela seca.
Um veterinário explicou que a doença que está a matar os peixes é antiga, mas é a primeira vez que foi detetada naquela região.
Segundo explicou, trata-se da ictioftiriose, a doença parasitária dos peixes, conhecida como doença dos pontos brancos ou ictos e foi confirmada por análises realizadas pelo IPIMAR, o Instituto de Investigação das Pescas e do Mar. É um parasita que afeta a pele e as brânquias dos peixes e, de acordo com as explicações do médico veterinário, encontrou as condições propícias para se desenvolver nas águas estagnadas e com o aumento da temperatura.
As baixas temperaturas anteriores, afetaram a imunidade dos peixes, diminuindo as defesas ao ataque do parasita.
http://www.tvi24.iol.pt/ambiente/peixes-peixe-parasita-bacteria-rabacal-tvi24/1330813-4070.html







